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Iatismo :: Robert Scheidt

O Navegador dos Sete Mares

Em um país dominado pelo futebol, o velejador Robert Scheidt conquistou seu lugar ao sol, ou melhor, no coração dos brasileiros. E mesmo com todas as dificuldades do esporte, Scheidt é o atleta brasileiro mais premiado de todos os tempos. Soma mais prêmios mundiais no currículo do que o rei Pelé (cinco títulos mundiais) e que Ayrton Senna (três vezes campeão mundial).

Os números são surpreendentes: mais de 130 títulos, sendo que oito mundiais, 156 pódios, três medalhas olímpicas - ouro em Atlanta em 1996, prata em Sydney em 2000 e ouro em Atenas em 2004 - e três medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos. Além do título do mundial em Bodrum, na Turquia, Scheidt conquistou, como quem não quer nada, um novo título, o de primeiro brasileiro octacampeão mundial da classe Laser (1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002, 2004 e 2005), entre muitos outros.

Tabu

O paulista Robert Scheidt acabou com o tabu de oito anos sem medalhas de ouro do Brasil em Olimpíadas. A última conquista havia sido dele mesmo, em Atlanta-1996. Quatro anos depois, Scheidt ganhou a medalha de prata em Sydney. Mas, em Atenas, superou suas marcas e tornou-se o segundo brasileiro bicampeão olímpico, repetindo o feito de Adhemar Ferreira da Silva, ouro no salto triplo em Helsinque-1952 e Melbourne-1956.

Descendente de alemães por parte do pai Fritz Scheidt, e de suecos pela família da mãe, Karin Krueger Scheidt, Robert é o típico boa-praça, menino-família, tímido e disciplinado. Sua trajetória no esporte começou aos 9 anos de idade, quando ganhou do pai o seu primeiro barco e se matriculou na escolinha de vela na represa de Guarapiranga, em São Paulo. No início, Scheidt dividia seu tempo também com o tênis.

Sagrou-se campeão sul-americano de Optimist, em Algarrobo, no Chile, com apenas 11 anos de idade. Venceu novamente no ano seguinte e foi convocado para representar o Brasil no Mundial de Optimist em Rosas, Espanha. Era a consagração no esporte da vela. Largou o tênis.

Os bons resultados empolgaram o paulistano, que mostrou pela primeira vez seu verdadeiro potencial ao ganhar o Mundial Juvenil, em 1991. Quatro anos mais tarde, Robert Scheidt conquistou o primeiro de seus oito títulos mundiais na categoria principal, tornando-se um dos principais nomes da história do esporte.

Em 1996, formou-se administrador pela Universidade Mackenzie. Nova decisão importante: continuar na vela ou trabalhar na profissão. As vitórias em sucessivos campeonatos mundiais, bem como a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atlanta, e o conseqüente reconhecimento pela imprensa, prenderam-no definitivamente à vela.

Neste ano o iatista competirá exclusivamente na star, dividindo barco com Bruno Prada. A exceção será a Semana de Ilhabela, quando corre na classe oceânica.

Em 2006, o Mundial será em setembro (22 de setembro a 6 de outubro). As datas previstas estão próximas das disputas de star, no Rio (Brasileiro) e nos EUA (Mundial). Com a proximidade dos eventos, o atleta não espera acumular tantas conquistas neste ano. Entretanto, parece que bons ventos sopram a seu favor.

Principais conquistas:

  • Duas medalhas de ouro em olimpíadas (Atlanta-1996 e Atenas-2004).
  • Uma medalha de prata em olimpíadas (Sydney-2000).
  • Oito campeonatos mundiais (Tenerife 1995, Cidade do Cabo de 1996, Algaborro 1997, Cancún 2000, Cork 2001, Cape Cod 2002, Bodrum 2004 e Fortaleza 2005).
  • Três medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos (Mar Del Plata-1995, Winnipeg -1999 e Santo Domingo - 2003)
  • Onze Campeonatos Brasileiros (1992, 1994, 1995, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004 e 2005).
 


 
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